
Para mim, essa grandiosa obra do autor Orlando Paes Filho, pode ser resumida em dois distintos aspectos: Um livro com uma espetacular pesquisa histórica, cheia de detalhes sensacionais e de uma grande preocupação em relação à reconstituição da época trabalhada. Já por outro lado, temos em Angus, uma obra literária das mais cansativas, com personagens chatos e construídos em cima dos mais cansativos clichês.
No segundo volume da série de 7 livros, o personagem Angus sai de sua terra natal guiando uma parte do seu clã, à Escócia, em busca de Deus na Terra Santa. Quando o grupo é atacado por saqueadores e quase todos os seus companheiros são barbaramente mortos, ele acaba ficando sobre a proteção de grupos de cavaleiros como os Templários e os Hospitalários. E é essa proteção e esses aliados que dão a Angus a sua maior alegria, o encontro da espada sagrada de seu avô Sean MacLachlan, Gaoth Cerridwen, que se tornou uma relíquia cristã, entre as milhares existentes que serviam para motivar os exércitos dos cruzados e os demais fiéis.
A história se passa durante a segunda cruzada, quando vários Reis Europeus cobiçavam tomar Jerusalém e todos os condados do caminho das mãos dos mulçumanos.
Mas como falei no início, a obviedade dos personagens, os excessos de clichês e a ausência de emoção em todos os momentos do livro, tornam o livro completamente dispensável.
Serviços: PAES FILHO, Orlando. Angus, O Guerreiro de Deus. Editora Planeta, 2004.

