Arquivo da Categoria ‘Vladimir de Sousa’

O APRENDIZ DE MORTE

sábado, 27 de maio de 2006




Discworld (Mundo do Disco) é o mágico mundo criado pelo ex-jornalista (Graças ao Cego Io) Terry Pratchett ainda na década de 80 e que hoje já possui uma série de mais de 25 títulos. O autor, mistura em sua obra, fantasia (dragões, magos, bruxas, ogros etc), com o melhor e mais refinado humor negro inglês, bem semelhante ao realizado por Douglas Adams no “Guia do Nochileiro das Galáxias” e do grupo Monty Phyton.
No quarto livro da série, intitulado no Brasil de “O Aprendiz de Morte”, Pratchett dedica o livro a um de seus mais geniais (e sempre presente em todos os livros) personagens, o próprio MORTE, que aqui busca um aprendiz para aliviar o extress de ser aquele que todos sabem que vão encontrar, mas mesmo assim nunca o esperam e sempre fingem surpresa em sua chegada. Mortimer, mesmo sendo um jovem desajeitado e pouco inteligente, morador de uma pequena vila, seria esse aprendiz perfeito.
Inicia-se então, uma das mais divertidas e hilárias histórias do disco, com direito a um golpe de estado estranhamente mal sucedido, alteração na realidade espaço temporal, morto que teima em não morrer, a insatisfação do trabalhador mais eficiente de todos os tempos com seu trabalho, e claro o fim do mundo e um montão de mortes , já esperado em um livro protagonizado pelo “cara que surgiu no universo antes do surgimento da própria Grande A’Tuin (imensa tartaruga que viaja pelo universo com 4 elefantes em cima do seu casco, que por sua vez carregam o Discworld em suas costas) e que só irá embora, segunda um metáfora de sua própria autoria, “depois da saída do último freguês e de colocar as cadeiras em cima das mesas e varrer o estabelecimento”.

Serviços: PRATCHETT, Terry. O Aprendiz de Mort “Mort”. [Tradução: Roberto DeNice]. São Paulo, 2002. Editora Conrad.

MEMNOCH:
AS CRÔNICAS VAMPIRESCAS

segunda-feira, 10 de abril de 2006



O quinto volume das Crônicas Vampirescas de Anne Rice, é com certeza o livro mais denso e polêmico da escritora. “Memnoch, o Demônio”, é o livro que encerra as crônicas de Lestat como protagonista. A partir desse, outros vampiros passam a narrar as histórias.
Abordando o lado mais metafísico e existencial da condição vampiresca, a história trata do enfrentamento de Lestat contra seus demônios interiores, ao mesmo tempo em que é conduzido pelo Demônio Memnoch (segundo ele, o próprio Lúcifer), em uma grande viagem através de planos superiores como o próprio paraíso celestial, chegando até o inferno.
Lestat teria então, a oportunidade d conhecer, através da visão de um demônio ou espírito, todos os principais acontecimentos bíblicos, como a gênese, a queda de Lúcifer e a vinda de Deus a terra, através do corpo mortal de Jesus Cristo.
As dúvidas do leitor, somam-se as de Lestat a cada página do livro. Que disputa é essa, que envolve Deus e o Diabo e qual o papel da humanidade nesse embate? E por que o vampiro Lestat seria tão importante e tão disputado por ambas as forças? Seríamos, realmente, apenas meros piões dentro de um perverso jogo envolvendo forças que, com certeza, nunca entenderemos? Ou tudo não passaria de diabólicas artimanhas inventadas por Memnoch, para enganar o egocêntrico e infantil Lestat?
Nesse livro, temos o início de uma séria mudança na personalidade do vampiro Lestat, que sofre uma grande transformação espiritual depois dessa aventura, passando a ver no mundo mais do que um simples “jardim selvagem”, onde o ser humano não passa de alimento, dentro de uma cadeia alimentar onde os vampiros ocupam o topo.
Um livro espetacular, mas bastante denso e que requer uma atenção extra para sua leitura.

Serviços: RICE, Anne. Memnoch: As crônicas vampirescas. “Memnoch, the Devil: The Vampire Chronicles”. [Tradução: Waldéa Barcelos]. Rio de Janeiro, Editora Rocco.

MAIS ANNE RICE NO LITERATURA FANTÁSTICA:

ENTREVISTA COM O VAMPIRO…
O VAMPIRO LESTAT…
A RAINHA DOS CONDENADOS…
A HISTÓRIA DO LADRÃO DE CORPOS …

O PARQUE DOS DINOSSAUROS

quinta-feira, 16 de março de 2006



Michael Critchton é o responsável pelo livro que deu origem a um dos filmes mais divertidos e importantes para o cinema entretenimento na década de 90. A adaptação de Steven Spilberg a seu “Parque dos Dinossauros” revolucionou os efeitos especiais no cinema, mostrando ser possível trazer de volta a vida criaturas extintas a milhões de anos e nunca vistas pelo homem.
Em “Jurassic Park”, um excêntrico milionário consegue investimentos para criar o maior e mais espetacular parque temático do mundo em uma pequena ilha situada na América Central. Tendo o tema do parque guardado a sete chaves para evitar qualquer tipo de espionagem industrial, o parque começa a levantar suspeitas.
A vésperas de sua inauguração e abertura ao público, alguns cientistas, liderados pelo paleontólogo Alan Grant e o matemático especialista na controversa teoria do Caos, Malcom, são convidados a conhecer o parque e referendar o seu funcionamento. Além do seleto grupo, os netos do dono do parque também são levados para conhecer o local. O problema, é que será que o parque realmente seguro? Como conter animais que não se tem quase nenhum conhecimento?
“O Parque dos Dinossauros” é uma das mais divertidas e eletrizantes histórias da última década e que serviu de base para todos os filmes já lançados até o momento (seqüências do livro estão presentes nos três filmes da série).

Imperdível!!!

Serviços: CRICHTON, Michael. O Parque dos Dinossauros “Jurassic Park”. [Tradução: Celso Nogueira]. SP, 1991. Editora Nova Cultural.

FOGO FRIO

sexta-feira, 10 de março de 2006



O que você faria se descobrisse que possui poderes que te dariam a capacidade de evitar trágicos destinos de pessoas que você nem conhece? Jim Ironheart possui uma única resposta: Ajudar.
Mas a principal questão é, de onde vem esses poderes? Seriam eles algum tipo de manifestação paranormal, uma espécie de premonição? Ou seria tudo isso uma parte de algo muito maior, envolvendo a própria e misteriosa figura de Deus?
E o que, então, teria a ver com isso os insistentes sonhos e pesadelos envolvendo um antigo moinho e o trágico, mas obscuro, passado de Jim?
Esses e outros mistérios são o que Jim e sua nova amiga Holly Thorne tem que descobrir, antes que seja tarde demais e o inimigo apareça.
Essas respostas você obterá apenas ao ler esse sensacional suspense do mestre Dean R. Koontz, mesmo autor dos aclamados “Fantasmas” e “O Esconderijo”.

Serviços: KOONTZ, Dean R. Fogo Frio “Cold Fire”. [Tradução: Geni Hirata]. RJ, 1993. Editora Record.

HORIZONTE PERDIDO

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006





Em “Horizonte Perdido”, James Hilton cria uma utópica localidade, um lugar mágico entre as belíssimas e inacessíveis montanhas congeladas do Tibet, onde pessoas de diversas nacionalidades diferentes vivem de forma livre e desabusada, partindo do princípio do uso da moderação em todas as suas atividades e atitudes. Shangri-La é a espécie de Neo-Eden que dá o nome desse sonhado local.
A obra de Hilton reflete perfeitamente toda a instabilidade política e econômica do momento. O mundo vivia um período de forte depressão impulsionada pela quebra da bolsa de Nova York, além da instabilidade político/militar pós primeira grande guerra mundial. Shangri-La seria então, um refúgio, um local onde poucos privilegiados poderiam conhecer. Mas será que o homem está pronto para isso? Essa é uma questão que Hilton de certa forma responde, mas para saber você terá que ler o livro.
Uma obra que todos deveriam conhecer, já que todos nós, mesmo que em apenas alguns determinados momentos da nossa vida, buscamos a tranqüilidade e paz de um local como Shangri-La.

Serviços: HILTON, James. Horizonte Perdido. “Lost Horizon”. [Tradução: Fco. Machado Vila e Leonel Vallandro]. Editora Abril Cultural, SP – 1980.