Arquivo de agosto de 2006

A IDENTIDADE BOURNE

segunda-feira, 28 de agosto de 2006


“Delta está para Caim e Caim está para Charlie”

Esse é um pensamento que constantemente perturba a mente do amnésico e perseguido personagem principal dessa obra prima da literatura de espionagem.
Um homem é resgatado semimorto das águas revoltas do mar em uma noite de forte tempestade, levado para uma pequena ilha, é tratado por um médico alcoólatra. Após acordar, descobre que os danos vão muito além do imaginado. O trauma o levou a um estado de completa amnésia, privando-o de todo o seu passado. Obcecado em descobrir quem é, esse homem sem nome e passado começa a juntar pequenos fragmentos, parte de um grande e complexo quebra cabeças que é sua vida. Aos poucos, esse atormentado homem avança em suas buscas, até chegar ao nome Jason Bourne. Acreditando que esse é seu nome, Bourne tem que prosseguir com suas investigações, tendo que entender os flashs de memórias completamente confusos que aumentam de intensidade a cada instante e principalmente, descobrir os motivos por estar sendo perseguido por pessoas até então supostamente desconhecidas. Então, Jason tem que, sobretudo, descobrir o porquê do seu interesse na figura do terrorista Carlos, o Chacal e que empresa é a Treadstone, ao qual provavelmente ele é funcionário e que colocou em uma conta no seu nome a absurda quantia de 5 milhões de dólares.
Robert Ludlum criou em “A Identidade Bourne”, um dos melhores e mais profundos personagens que eu já vi em livros do gênero. Jason Bourne é um homem artomentado por desconhecer seu passado e acreditar ser um perigoso assassino. Com medo de causar mal as pessoas que ele passa a gostar, como a jovem economista canadense pelo qual ele se apaixona, Marie. Jason Bourne é um homem que vive sempre no limite entre o descontrole e a razão, sempre obrigado a tomar perigosas decisões.
Matt Damon interpretou esse personagem pela segunda vez nos cinemas, em dois ótimos filmes. O interessante é que essas adaptações são completamente diferentes das histórias encontradas nos livros.

Serviços: LUDLUM, Robert. A Identidade Bourne. The Bourne Identity. [Trad.:S. M. Barreto]. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro. 1980.

FORTALEZA DIGITAL

sábado, 19 de agosto de 2006




Em Fortaleza Digital, livro de estréia do megamilionário Dan Brown, acompanhamos momentos de extrema tensão em uma trama que pode levar ao fim de uma das maiores e mais secretas agências de segurança dos E.U.A: a NSA (Agência de Segurança Nacional). Agência responsável pela decodificação de qualquer tipo de mensagem circulada na internet. Ou seja, uma forma do governo norte americano controlar ainda mais a sua população, com a justificativa de proteger a nação de possíveis atentados terroristas ou algo do gênero.
Os personagens parecem ser criados a partir de uma espécie de “guia padrão de modelos para personagens clichês” que Brown sempre utiliza em todos os seus livros. Nesse, os personagens principais são: a “linda, gostosa e genial” criptógrafa/matemática Susan Fletcher; seu noivo, o “lindo, inteligente, sensível e metido a 007” especialista em línguas, David Becker; o severo, mas bondoso Comandante Strathmore, que tenta controlar a crise de todas as formas lícitas e ilícitas possíveis; um genial programador, responsável pelo programa que pode causar o fim da agência; um cruel, perigoso e frio matador, que responde apenas a um misterioso mandante, que será revelado apenas no final do livro (isso se você ainda não leu nenhum dos outros livros do autor, se leu, sem dúvida descobrirá toda a trama antes da página 50).
Não acredito que o sucesso de Dan Brown esteja ligado a sua genialidade enquanto escritor. Longe disso. Seus livros, não tem nada mais do que histórias polêmicas e interessantes, envolvidos por um bom trabalho de pesquisa (feito em conjunto com sua esposa), com um enredo extremamente batido e previsível, já que ele não teve nem a preocupação de elaborar novas tramas para cada um de seus livros. Mesmo assim, Brown tem o dom de conseguir prender seus leitores até o final de suas obras. Talvez devido aos temas utilizados por ele, como sociedades secretas e conspirações mirabolantes, com personagens bobos e sem profundidade alguma, mas que agradam aos leitores que buscam apenas algumas poucas boas horas de diversão, e nada mais.

Serviços: BROWN, Dan. Fortaleza Digital. (Digital Fortress). [Trad.: Carlos Irineu da Costa]. Editora Sextante, 2005.

PS: Essa crítica é mais uma homenagem a minha grande amiga e colaboradora do Literatura Fantástica, FLAVINHA, que já devorou tudo que foi escrito pelo Dan Brown e é fã de carteirinha do Robert Langdon.