Arquivo de março de 2006

CEM ANOS DE SOLIDÃO

quinta-feira, 30 de março de 2006




O que dizer de um livro que dizem ser a melhor novela espanhola depois de Don Quixote? Eu, um mero mortal jamais irei ousar denegrir a imagem de um ser como Gabriel Garcia Marquez. Esplendido, primoroso, magnifico, lindo, a poesia em fabula. Márquez realmente mereceu o nobel de literatura. Li apenas dois livros seus, mas vejo que este homem é um escritor que não deve ser esquecido jamais. So tenho elogios para com este autor.
Ele nos leva a um mundo soberbo, onde “o tempo não passa, ele gira em circulos”, como dizia Ursula.
Neste conto miraculoso de Gabriel, temos mortos que vivem, chuva de flores amarelas, borboletas que dizem quando alguem irá aparecer, temos o conhecimento do esbanjamento, guerras, chacinas, esquecimentos de uma populaçao toda, temos o final da estirpe de um familia que de acordo com o velho cigano Melquiades so poderia ter passado pela Terra, apenas por cem anos de solidao, onde o primeiro dos Buendia morre debaixo de um castanheiro e o ultimo morre comido por formigas carnivoras.
Márquez me mostrou como um mundo das fabulas é bonito e tao ficticio que as vezes nos faz querer migrar para esta terra longiqua que este grande “conto de fadas”.
Não posso relatar partes do livro, porque esta familia dos Buendias nos atrapalha com seus nomes sempre iguais e com estorias de que depois de lido o livro não sabemos quem é quem e se realmente todos não são apenas um…
Realmente não tenho o que falar, só posso elogiar, faltam-me palavras para relatar tamanha grandeza passada para mim nesta poesia de Gabriel Garcia Márquez.
Fica aqui dito que a pessoa que morre sem conhecer a “poesia fabulosa” Gabriel Garcia Márquez merece voltar à vida para le-lô.

Serviços: MÁRQUEZ, Gabriel Garcia. Cem Anos de Solidão. Editora Record.

O HOBBIT

quinta-feira, 23 de março de 2006




Recentemente milhões de pessoas em todo o mundo puderam acompanhar uma das mais fantásticas aventuras já escritas, falo de O Senhor dos Anéis, a obra máxima de J. R. R. Tolkien e que foi transformada em uma das mais lucrativas trilogias do cinema pela visão extraordinária do diretor Peter Jackson.
Isso, é claro, não é nenhuma novidade, só que nem todas as pessoas que assistiram aos filmes sabem que antes de incrível jornada de Frodo e Cia., uma aventura igualmente mágica aconteceu antes e que está totalmente ligada aos fatos que se desenrolaram na trama da telona. O livro, O Hobbit, é na verdade o início da confusão criada pelo Um Anel, o objeto maldito mais desejado da Terra Média. Para quem não está antenado com a história vai aí um breve resumo: o Senhor do Escuro, Sauron, criou dezenove anéis de poder e os dividiu entre as principais raças da terra, Homens, Anões e Elfos, só que em segredo ele forjou um vigésimo anel para controlar os outros e assim ele poder dominar todos os povos. Só que durante uma batalha o anel foi arrancado dele com dedo e tudo e Sauron perdeu sua força, Isildur, o guerreiro responsável pelo feito podia ter destruído o Um Anel, mas foi vencido por seu poder, é que o Um Anel corrompe todo aquele que o possui, assim, Isildur some com o Um Anel e durante uma emboscada ele cai em um lago e lá fica esquecido.
Apesar de O Hobbit não girar em torno da figura do anel, as histórias se cruzam. O Hobbit narra as aventuras de Bilbo Bolseiro, uma criatura que como diz o título do livro pertence a raça dos Hobbits ou pequeninos, como são chamados. Essas criaturas são pacíficas e se limitam a festas, comida e descanso, uma vida tranqüila e sem emoções, no caso de Bilbo, a coisa muda quando ele conhece o mago Gandalf que chega a sua casa e organiza sem sua permissão uma pequena reunião com um grupo de anões zangados e resmungões. Apesar das tentativas de Bilbo de tentar se livrar do grupo, acaba se envolvendo e fazendo algo que nenhum outro hobbit já havia feito, sair em uma expedição.
A missão do grupo é roubar um tesouro que é guardado nada mais nada menos que por um grande e perigoso dragão, isso mesmo, um dragão. Logicamente que essa não é a idéia de diversão para Bilbo e ell não consegue entender porque Gandalf faz tanta questão que ele se envolva, os motivos do mago só ficam claros conforme a história vai se desenrolando e até o próprio Bilbo acaba por se surpreender com sua esperteza e habilidade de ladrão.
Bem ao estilo dos livros que viraram filmes, O Hobbit está ambientado na Terra Média e é povoado por criaturas fantásticas, que vão desde Águias Gigantes até os perigosos e temidos Trolls, com certeza é uma leitura envolvente e apaixonante. Quando escreveu o livro, Tolkien não visava alcançar tanto sucesso com o público adulto, já que o livro foi escrito para seus filhos, ou seja, uma obra infanto-juvenil, mas o sucesso foi imediato e vendeu milhões de cópias. Ah, ia esquecendo, sobre o quê o Hobbit tem a ver com a história do Um Anel, acho que só lendo para entender, experimente caminhar por corredores escuros na mais profunda das cavernas, na mais sombria das montanhas e talvez, se conseguir responder as adivinhas, você entenda, se não, é melhor correr ou pode acabar virando comida de orc. Boa leitura.

Serviços: TOLKIEN, J. R. R. O Hobbit “The Hobbit”. [Tradução: Lenita M. R. Esteves e Almiro Piseta. Revisão Técnica: Ronald Eduard Kyrmse]. São Paulo, Editora Martins Fontes.

MAIS J. R. R. TOLKIEN NO LITERATURA FANTÁSTICA:
ROVERANDOM

O PARQUE DOS DINOSSAUROS

quinta-feira, 16 de março de 2006



Michael Critchton é o responsável pelo livro que deu origem a um dos filmes mais divertidos e importantes para o cinema entretenimento na década de 90. A adaptação de Steven Spilberg a seu “Parque dos Dinossauros” revolucionou os efeitos especiais no cinema, mostrando ser possível trazer de volta a vida criaturas extintas a milhões de anos e nunca vistas pelo homem.
Em “Jurassic Park”, um excêntrico milionário consegue investimentos para criar o maior e mais espetacular parque temático do mundo em uma pequena ilha situada na América Central. Tendo o tema do parque guardado a sete chaves para evitar qualquer tipo de espionagem industrial, o parque começa a levantar suspeitas.
A vésperas de sua inauguração e abertura ao público, alguns cientistas, liderados pelo paleontólogo Alan Grant e o matemático especialista na controversa teoria do Caos, Malcom, são convidados a conhecer o parque e referendar o seu funcionamento. Além do seleto grupo, os netos do dono do parque também são levados para conhecer o local. O problema, é que será que o parque realmente seguro? Como conter animais que não se tem quase nenhum conhecimento?
“O Parque dos Dinossauros” é uma das mais divertidas e eletrizantes histórias da última década e que serviu de base para todos os filmes já lançados até o momento (seqüências do livro estão presentes nos três filmes da série).

Imperdível!!!

Serviços: CRICHTON, Michael. O Parque dos Dinossauros “Jurassic Park”. [Tradução: Celso Nogueira]. SP, 1991. Editora Nova Cultural.

FOGO FRIO

sexta-feira, 10 de março de 2006



O que você faria se descobrisse que possui poderes que te dariam a capacidade de evitar trágicos destinos de pessoas que você nem conhece? Jim Ironheart possui uma única resposta: Ajudar.
Mas a principal questão é, de onde vem esses poderes? Seriam eles algum tipo de manifestação paranormal, uma espécie de premonição? Ou seria tudo isso uma parte de algo muito maior, envolvendo a própria e misteriosa figura de Deus?
E o que, então, teria a ver com isso os insistentes sonhos e pesadelos envolvendo um antigo moinho e o trágico, mas obscuro, passado de Jim?
Esses e outros mistérios são o que Jim e sua nova amiga Holly Thorne tem que descobrir, antes que seja tarde demais e o inimigo apareça.
Essas respostas você obterá apenas ao ler esse sensacional suspense do mestre Dean R. Koontz, mesmo autor dos aclamados “Fantasmas” e “O Esconderijo”.

Serviços: KOONTZ, Dean R. Fogo Frio “Cold Fire”. [Tradução: Geni Hirata]. RJ, 1993. Editora Record.

O ETERNO MARIDO

sábado, 4 de março de 2006



Alguns dizem que o livro é um dos livros mais leves de Dostoievsky, sinceramente não acho assim tão leve. Certos críticos dizem que o livro não tem muitas questões filosóficas e existenciais, mas vos pergunto se um homem do subterrâneo não é um homem com problemas filosóficos e existenciais. Para quem conhece o livro “Memórias do subsolo”, sabe muito bem do que estou falando. Veltchaninov é um homem do subterrâneo, entende-se então que ele tem problemas dos tipos aqui relatados sim.
Dez anos após tendo deixado sua amante para trás, sem saber se estava realmente gravida ou não, ele tende a encontrar o homem que ele traiu. Este por sua vez aparece com uma criança. Veltchaninov sabendo que Pavlovitch, o homem traído, tem uma filha, logo consegue imaginar que aquela seria sua filha.
A amizade que esses dois tiveram tempos atrás nos parece ter sido sincera para um lado. Quando eles voltam a se encontrar numa madrugada, em que nosso homem do subterrâneo não consegue dormir, finalmente Veltchaninov irá descobrir quem era o homem que o perseguia; ou como ele pensava, ele é quem perseguia este homem.
Neste momento do livro, um suspense começa. A conversa entre os homens vai fluindo, o encontro acaba-se, e a partir daí a neblina fica pairando sobre o livro. Sim, uma neblina paira sobre as linhas do livro, porque Pavlovitch é um irônico, fazendo temermos se realmente ele já sabe de tudo ou não. O modo como as conversas entres os dois homens acontecem é de suma importância serem lidas com toda a atenção possível.
Nosso querido Dostoievsky nos mostra alguns sintomas declarados por seu homem do subterrâneo em Memórias do subsolo, como quando Veltchaninov geme pelo prazer, em sabermos que ele é totalmente melancólico e doente, e ele também possui o gosto pelo paradoxo que creio ser típico do homem do subterrâneo.
Veltchaninov tem Pavlovitch como um “eterno marido”, mas depois vê que ele é sim um “tipo feroz”. Pavlovitch porém, declara-se como sendo um “eterno marido”. Posso terminar por dizer que este livro é sim uma leitura agradável de se ler e que em momento algum foi feito para nos entreter e sim, para aprendermos mais com os monstros que convivemos todos os dias. Assim dizia Veltchaninov:

“O mais monstruoso dos monstros é o que tem bons sentimentos”.

Serviço: DOSTOIÉVSKI, Fiódor. [Tradução de Mariana Guaspari]. Ediouro.

*Devo dizer que o livro que li deste editora possui vários erros de escrita, portanto aconselho ler o livro publicado pela editora 34, com traduçao de Boris Schnaiderman, pois ele não nos deixa a desejar em suas traduções.