Certas coisas na vida são indispensáveis. Respirar, comer, se divertir…e claro, ler A Cor da Magia, sabe porquê? Porque se você não ler, não vai poder dar continuidade a essa fabulosa aventura quando começar a leitura de A Luz Fantástica, o segundo livro da série Discworld.
O autor inglês Terry Pratchett, criador da série Discworld, nos apresenta em seu segundo livro a continuação da louca jornada de Rincewind e Duasflor pelo Disco (como carinhosamente os habitantes se referem ao mundo em que vivem.) Se você não está entendendo sobre o que estou falando recomendo que procure nesta mesma coluna, o resumo do primeiro livro e aí então, depois de ter ficado fascinado, volte para cá e continue a ler, eu vou esperar…Ótimo, que bom que voltou, como eu estava dizendo Rincewind, um mago picareta que se quer consegue fazer uma magia se vê de repente como o centro das atenções de todos os magos, druidas, mercenários e trolls do mundo, algo que não lhe agrada em nada, já que o mago também não é famoso por sua coragem. Contudo, alguém sempre consegue se divertir mesmo nas piores situações e esse alguém é Duasflor, um turista que enxerga tudo e a todos com as lentes cor-de-rosa da ingenuidade, o que leva a dupla muitas vezes mais próximo da morte do que Rincewind gostaria de estar.
Diante da possibilidade do fim do mundo, o Oitavo (maior livro de magia escrito no discworld) resolve intervir e para isso precisa de Rincewind, já que um dos feitiços do livro mora dentro da mente do mago, fato este que se deve a curiosidade do mesmo, que ao abrir o Oitavo teve a mente invadida pelo tal feitiço que se recusa a sair. É fato conhecido dos magos do mundo que para salvar o Disco, todos os oito feitiços contidos no livro devem ser ditos ao mesmo tempo, por isso também precisam achar Rincewind a qualquer custo. Por outro lado, os Druidas precisam de Rincewind para matá-lo, pois o mago interrompeu um poderoso ritual que impediria a destruição de tudo e ainda por cima fugiu com a donzela que iria ser sacrificada… e isso é só uma pontinha de tudo o que ainda vai acontecer nessa nova incrível jornada pelo mundo maravilhoso de Terry Pratchett.
Em a Luz Fantástica, Pratchett consegue se superar em relação ao primeiro livro, não só na trama da aventura, mas também na maneira humorística como gosta de escrever, com jogos de palavras bem característicos e situações engraçadíssimas envolvendo as duas personagens principais. Pratchett também agracia seus leitores com a presença de novos personagens que também são responsáveis pelo encantamento da história e muitas vezes se tornam mais do que simples antagonistas. Só em a Luz Fantástica você vai conhecer trolls com dentes de diamante, uma bagagem que anda e o maior herói do mundo, que por sinal, detesta sopa. Este é realmente um livro para quem curte o prazer de ler e não tem vergonha de sonhar, venha se aventurar pelo Discworld e desfrutar da companhia de magos e guerreiros “que como todos sabemos não se dão muito bem, porque os primeiros acham que os outros são um monte de idiotas sanguinários que não conseguem andar e pensar ao mesmo tempo, ao passo que estes ficam naturalmente desconfiados de um grupo de homens que resmunga muito e usa saia longa. Ah, dizem os magos, se vamos partir pra esse lado, então que tal todos os enfeites e músculos lubrificados na Associação Pagãs de Moços? Ao que os heróis respondem: é um belo argumento vindo de um bando de fracotes que nem chega perto de mulher porque – dá pra acreditar? – o poder místico drena energia. Tudo bem, irritam-se os magos, já chega, vocês e suas bolsinhas de couro. Ah é?, Rebatem os heróis, por que vocês não vão…”
Divirta-se!!!
Serviço: PRATCHETT, Terry. A Luz Fantástica. The Ligth Fantastic. Tradução de Roberto DeNice Conrad Editora do Brasil, 2002, São Paulo.
Vcs tem o livro - Os pequenos jangadeiros???
…. ^^
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