Visite nosso site irmão e leia ótimas críticas de filmes.

Cinéfilos

EU, ROBÔ

AS TRÊS LEIS DA ROBÓTICA

1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2. Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.

3. Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e a Segunda Lei.

Provavelmente, o autor Isaac Asimov, foi um dos maiores escritores (juntamente com H. G. Wells) do gênero Ficção Científica no século XX. Pelo menos a sua enorme colaboração em se tratando de histórias com o enfoque na área da robótica, é incontestável. Asimov é como qualquer outro escritor, um reflexo do seu tempo. Escreveu esse livro em 1950, claramente influenciado pelo contexto mundial do pós-guerra, de um mundo que se reerguia e se remecanizava após a destruição ocasionada pela segunda grande guerra. Para o autor, a tecnologia passaria por um grande avanço, que já ocasionaria, a utilização de robôs, nesse caso domésticos, ainda antes do fim do século XX.

Nesse seu livro, Asimov resolve contar toda a trajetória dos Robôs na Terra, desde a sua utilização em pequenos serviços domésticos, como babás de crianças; passando por trabalhos pesados de minerações em locais até então proibidos e impossíveis de para o homem; até a criação de um robô humanóide, que enganasse os seres humanos a respeito de sua verdadeira natureza e chegasse inclusive a virar chefe de estado e líder mundial.
Mas o que controla os robôs e os fazem tão perfeitos e fascinantes? Segundo o universo criado por Azimov, todos os robôs, tem um dispositivo chamado cérebro positrônico, um mecanismo alusivo ao cérebro humano, além disso, ficam gravados nessa memória as 3 Leis Fundamentais da Robótica. São essas leis os mecanismos de controle do homem para com os robôs, são as leis que impedem os robôs, já munidos de uma complexa inteligência artificial (proporcionada pelo Cérebro Positrônico), de se rebelarem do controle escravocrata e preconceituoso da raça humana (alguém lembra do episódio “The Second renaiscense” do Animatrix? Claramente baseado na mitologia Asimoviana). Um livro imperdível para todos os fãs de ficção científica. Não se engane com o filme estrelado pelo Will Smith, que do livro só possui mesmo a alusão às 3 leis da robótica e uma única cena do filme, que vagamente lembra uma passagem do livro.

Serviço: Asimov, Isaac. Eu Robô. “I Robot” [Tradução de Luís Horácio da Matta]. Edibolso, 1976.

Fechado para comentários.