Luis Fernando Verissimo já disse mais de uma vez que não sente muito prazer em escrever, mas para quem o lê a diversão é garantida.Principalmente quando se trata de suas crônicas, gênero em prosa marcado pela narração do cotidiano que beira à banalidade dando-lhe assim um caráter de fugacidade.Em verdade a crônica é uma leitura fácil e simples,porém jamais simplista, e por isso bastante prazerosa.No caso de LFV e em especial seu livro Banquete com os deuses, muitas de suas crônicas são confissões artísticas da personalidade do escritor, tudo num tom tão coloquial que é como se estivéssemos à mesa de um bar com o próprio Verissimo.
Na obra citada LFV nos fala de Cinema, literatura, música e outras artes.Fica claro nesses textos muito de sua influência da cultura norte americana na sua formação artística, passando também por artistas europeus e sul-americanos como Frederico Fellini na Itália e Jorge Luis Borges na Argentina.
De Charles Chaplin e Alfred Hitchcock à Jean Paul Sartre e Vladimir Nabokov, de Miles Davis e os Beatles à Rembrandt e Giorgio Morandi ler Luis Fernando Verissimo é degustar um verdadeiro banquete artístico.
Serviço: VERISSIMO, Luis Fernando.Banquete com os deuses.Rio de Janeiro:Objetiva,2003.