ALIENISTA OU ALIENADO?

O conto O Alienista de Machado de Assis narra em terceira pessoa um episódio da história da cidade de Itaguaí, onde o protagonista que dá nome ao conto, Simão Bacamarte, debruça-se sobre os estudos da loucura humana.
O médico de loucos vai observando ao longo do tempo e em toda Itaguaí o comportamento dos seus moradores, declarando-os um a um como dementes. Machado trata nesse conto da condição humana sob a ótica da loucura, refletindo o que seja a razão e a alienação humana.
O próprio título do conto em um segmento do texto está confrontado com um termo morfologicamente semelhante mas semanticamente distinto, formando desse modo a dicotomia alienista-alienado. Observa-se aí a intenção em questionar os conceitos destas duas palavras. Seguindo essa linha de raciocínio notemos na esfericidade das personagens a ambigüidade humana, como negar a atual condição ou posição por uma questão de sobrevivência, assumindo posturas que lhes convém em dado momento. É o caso do boticário Crispim Soares que mesmo sendo íntimo de Simão Bacamarte resolve passar para o lado do barbeiro Porfírio, por medo de ser acusado de cúmplice do alienista. Assim o é também este barbeiro que estando legalmente a frente da vila adquire uma postura diferente da que o levou a tal posto.
Sobre o conceito de loucura, em certa passagem do conto Simão nos confunde conjecturando que loucos seriam os equilibrados, e o desequilíbrio seria marca da sanidade humana. Há nessa inversão de conceitos uma crítica ao senso comum, que prega a aparente honestidade como marca de bom caráter.
A descrença quanto à retidão humana -comum na obra realista de Machado- é o ponto de partida para o novo método de cura do alienista, provando a infalibilidade humana, pois “cada beleza moral ou mental era atacada no ponto em que a perfeição parecia mais sólida, e o efeito era certo”.
Serviços: ASSIS, Machado de. O Alienista. São Paulo: Martin Claret, 2003.
27/12/05 às 14:14
Eu já comprei e li MIchas. Comprei ele de 15,90 na livro técnico. A série do Mochileiro é uma das melhores que loi até hj. Perfeito. COmo o Sérgio fez a resenha dos dois preimeiros, deixei pra ele fazer tb as dos dois últimos.
27/12/05 às 21:19
Olá =)
Sergio, venho aqui dizer uma coisa interessante.
Estmaols com domínio próprio e já com um portal de cultra prestes a entrar no ar.
Gostaria de contar com a presença de vocês lá…
Afinal, todos somos cultura…
Além do livro, o portal de cultura para a literatura contemporânea =)
O que acha?
Beijos!
Meu MSN: strato_phoenix@hotmail.com
28/12/05 às 16:32
Anna, meu amor, que bom que vc já reconhece meus textos.`É muito bom constatar que todos que escrevemos aqui temos maneiras diferentes e bastante peculiares de escrever, isso torna o Blog mais forte e muito mais interessante.
4/06/06 às 17:56
Machado é MARAVILHOSO!!!
Um gênio que consegue transmitir todos os seus conhecimentos em seus livros, e trata do ser humano como ele realmente é, não escondendo os defeitos !!!!
Seu estilo de escrita é… é … é foda esse cara!!!
obs: o meu preferido é Dom Casmurro
obs2: A Capitu não traiu o bentinho!!
14/06/07 às 14:13
Também adorei esse livro e queria deixar uma dica, não sei se vocês conhecem o livro “o mistério da casa verde”,de Moacyr Scliar,
é um conto sobre esse livro, é muito legal, divertido também, conta sobre um homem que vive na casa verde, não vou contar detalhes porque talvez alguem vá ler, é muito bom, vale a pena conferir.
18/06/07 às 20:26
esse caro homem é muito bom
14/09/07 às 11:08
Achei interessante a troca de conceito que Machado faz no decorrer da obra. O detentor da razão versus a população de Itaguai taxada como louca. Em outo momento a razão de Bacamarte é considerada loucura, e o povo dono da razão.
“De médico e louco, todo mundo tem um pouco”
Ótimo livro!
15/10/07 às 16:11
Adorei o alienista.
Um beijão
7/11/07 às 9:21
nao gostei muito n pq minha professora me obrigou a ler para o vestibular ^^ e tb nao gosto de livro de conto e nem romance