É interessante comentar como conheci o universo descrito neste livro antes de qualquer coisa.
Estava em um livraria, sem nenhuma pretensão aparente de comprar alguma coisa, quando me deparei com um livro de título no mínimo curioso, O Fabuloso Maurício e seus Roedores Letrados, folheei um pouco, li os comentários sobre a obra e resolvi levar, acho que “paixão avassaladora” seria pouco para expressar o que senti após terminar de lê-lo, mas foi isso que aconteceu.
Após a leitura, Terry Pratchett, o autor do livro, se tomou pra mim uma referência na arte de escrever bem. Com uma imaginação prodigiosa, uma escrita rápida e compreensível e um senso de humor típico dos britânicos, Pratchett criou um mundo maravilhoso de magia e aventura, diferente de tudo o que havia visto e lido antes. Passei então a procurar mais livros do autor e tive a feliz coincidência de encontrar um amigo que também conhecia Terry Pratchett e seus livros, e os adorava assim como eu. Este amigo é Vladimir de Sousa, o responsável por essa página que está acessando agora. Vladimir já havia lido os dois primeiros livros da série criada por Pratchett, que se intitulava Discworld.
O primeiro livro é exatamente A Cor da Magia, livro sobre o qual irei comentar um pouco agora. O Discworld, cenário de todos os livros da série (pelo menos os até agora publicados no Brasil) é um mundo fantástico, plano e que flutua no espaço apoiado nas costas de quatro enormes elefantes que por sua vez se equilibram sobre os casco de uma tartaruga maior ainda…confuso? Louco? Incrível? Acho que todas esses adjetivos caberiam bem a Pratchett e seu mundo. Em seu primeiro livro, narra as aventuras de Rincewind, um mago chinfrim que não consegue fazer magia e que foi expulso da Universidade Invisível, (onde o oitavo f1lho de uma família vai para se tomar mago) junto com ele está Duasflor, um turista de um império distante louco por dragões, lutas em tabernas e fotografia. Os dois vão protagonizar uma maravilhosa jornada por terras misteriosas, cheias de encontros inesperados com bárbaros, trolls e deuses, uma grande brincadeira no tabuleiro gigante do Destino, que começa simplesmente porque Rincewind é o único que consegue falar o idioma de Duasflor, que por sua vez só queria se divertir um pouco. Logo tudo se transforma em um misto de espionagem, conspirações mortais, sacrifícios humanos e fugas espetaculares.
Com sacadas hilárias e um jogo de palavras inteligente, Terry Pratchett nos leva a uma viagem por sua mente imaginativa e “pigmentada por octarina”. Se você se interessa pela história de um mago picareta, um turista perigosamente ingênuo e alguns dragões que só existem se você acreditar neles, A Cor da Magia é o livro certo. Divirta-se!
Serviço: PRATCHETT, Terry. A Cor da Magia. Conrad Livros, 2001. São Paulo.